Por que operar?
As repercussões da obesidade no organismo são variáveis em número e na intensidade de acordo com o valor do IMC. Está claro que quanto maior for este índice mais freqüentes e graves serão as doenças associadas à obesidade; assim, pessoas com IMC superior a 35 são mais sujeitas a doenças cardíacas e vasculares( infarto,varizes), diabetes, insuficiência respiratória, distúrbios metabólicos (hiperlipidemia), doenças da vesícula biliar (cálculos), doenças que afetam as articulações ( joelhos e coluna principalmente), distúrbios da menstruação (suspensão ou para mais), além de problemas psicológicos, desajustes sociais e familiares.
A obesidade mórbida está entre as principais causas de óbitos no mundo.
A taxa de mortalidade para obesos mórbidos é 12 vezes maior, entre homens com 25 a 40 anos, quando comparada a indivíduos de peso normal. Estima-se que em 2002 mais de 2,5 milhões de mortes por ano foram relacionadas ao sobrepeso, 220 mil por ano na Europa e mais de 300 mil por ano nos Estados Unidos. Neste país, o excesso de peso estaria relacionado com 14% de todas as mortes por câncer em homens e 20% nas mulheres. A perda de peso poderia prevenir aproximadamente uma em cada seis mortes por câncer, mais de 90 mil por ano. Na América Latina é provável que 200 mil pessoas morram anualmente em decorrência das co-morbidades relacionadas à obesidade.
Estudos clínico-epidemiológicos sobre a obesidade têm enfatizado a associação entre peso, morbidade e mortalidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, à medida que ocorre o aumento do IMC, aumenta o risco de co-morbidez, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, apnéia do sono, doenças cardiovasculares, artropatias, colecistopatias e câncer.
Valores elevados do IMC são associados com os maiores índices de mortalidade.
Em 1991 foi publicado um consenso de especialistas nos Estados Unidos, que indicaram a cirurgia como melhor alternativa para a obesidade mórbida. Em 2000, um estudo europeu mostrou que praticamente todos os obesos mórbidos submetidos a tratamento clínico e seguidos por 10 anos não conseguiram a manutenção da perda de peso. Ao contrário, as cirurgias obtiveram excelentes percentuais de bons resultados.